domingo, 26 de abril de 2009

Dois videozinhos



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Domingo de páscoa é dia do que?

APRESENTAÇÃO, CLARO!



sábado, 11 de abril de 2009

Living in Canada

Aí, bateu a vontade, a cá estou escrevendo o post que todo mundo aguardava, que eu respondo todo santo dia no MSN e no SKYPE pra quem pergunta.

Como é a vida aqui, afinal? (E, sério, depois que eu chorei de rir com um amigo perguntando "Mas porra, tu tá naquelas paradas Amish da vida?", fiquei com mais vontade de escrever).

Como diria nosso amigo Jack, vamos por partes, e a melhor parte pra começar é, invariavelmente, o começo.

Acordemos para o café da manhã. No inverno ele começa as 8, fora dele a hora em que nós saímos do ato de ver o sol nascer (o jeito mais fácil, barato, prático e rápido de ficar com energia o resto do dia, acreditem). O que nos levaria mais ou menos a umas 8:15 amanhã.

Café da manhã no templo é um evento de proporções que não podem ser desprezadas. Começa com um ou dois minutos de meditação, e depois algumas poucas palavras sobre determinado assunto (os cosmos são bastantes frequentes nessa hora), ditas pela sister Natacha, que também fala as páginas das orações do dia (tem um livrinho embaixo de cada mesa no salão).

Depois, música! Maestro Gilles fala o nome da música, dá o tom com ajuda do diapasão e dá-lhe coral. Três ou duas músicas todo mundo junto, hora do coral das irmãs, regido pela Sophie, seguido pelo coral dos irmãos, regido pelo Alain. Ambos cantam uma música.

Depois, a leitura do pensamento do dia, em todas as línguas que os presentes no salão do templo possam falar. O que nos leva, em dias "normais", a francês, inglês, alemão, russo (!), espanhol, português (no caso, eu costumo falar, quando não é a Bia) e grego. Depois, as duas orações da refeição, e dá-lhe café!

(Aqui tem uma pasta de amendoin bruta DEMAAAAIS, e na mesa onde eu costumo sentar é a única em que comem, e todo mundo come. Diz o Richard que é porque "os outros ainda não descobriram")

Beleza, fim do café, hora do pós. Costumeiramente, vemos vídeos de conferências do Mestre. Quando não, ouvimos alguma música (já ví a abertura da Flauta Mágica, o Ave Verum, dentre outras coisas interessantes). No final, oração e levantamos da mesa.

No andar debaixo, todos se reúnem numa roda e dão os recados (do tipo "quatro candidatos pra lavarem os pratos", "precisamos de dinheiro pra pagar a internet, alguma contribuição?", "hoje tem a colheita das cerejas, precisamos de três pessoas"). Depois, cada um sai pros seus afazeres.

Passados os afazeres, 12:30 é hora do almoço. O contrário do café, onde é quase uma cerimônia, o almoço é bem "cada um por si", pra evitar de todo mundo que tá trabalhando (alguns bem longe) voltarem ao templo para a refeição. É preferível comer onde e como dá. O que nos leva a comer de pé na cozinha (pra desespero de uns e outros lá em casa).

Afazeres da tarde, a noite hora da janta. Solene como o café da manhã, mas sem tantas cerimônias. Reza-se, come-se e reza-se denovo. Fim de papo.

Daí já é o fim do dia, a não ser que exista algo de interessante a se fazer ainda como, por exemplo, a gravação do CD com todas as músicas do mestre (inédito), no salão do templo ainda.

E que "afazeres" seriam esses, dos quais eu tanto me refiro no texto?

Bom, eu tenho as minhas aulas: segunda, canto (teoria) e francês. Terça, inglês, francês e mitologia. Quarta é o meu dia livre :D. Quinta, inglês e canto (teoria). Sexta, teoria musical e canto (músicas). Por último, sábado temos Paneuritmia (que não tem a ver com a Euritmia dita por Steiner). Isso afora os trabalhos, que no meu caso incluem fazer o café, separar maçãs para o suco, fazer o suco propiamente dito, arrumar a sala pra gravação do coral e tirar/colocar a mesa pro jantar.

Resumidamente é isso. Perguntas? Poste um comentário!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pensamento do dia, 11 de abril de 2009

"Enquanto não tiverdes afastado as cortinas das vossas janelas, a luz não entrará, e, do mesmo modo, ela não poderá entrar na vossa cabeça se as “cortinas” em vós estiverem corridas. A luz é suficientemente poderosa para fazer mover os mundos, é verdade; mas afastar uma cortina para entrar em vós é coisa que não está ao seu alcance: é a vós que cabe fazê-lo, dissipando todas as camadas opacas que acumulastes. Assim que afastais as cortinas, a luz entra subitamente no vosso quarto, isto é, na vossa cabeça, no vosso intelecto.
E, quando a claridade entrou, vós compreendeis como um pensamento luminoso pode santificar as criaturas e os objectos que vos rodeiam. Então, começai esse trabalho: de manhã à noite, esforçai-vos por viver, finalmente, nessa alegria extraordinária de santificar tudo aquilo que olhais, tudo aquilo que tocais."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Eu solando uma música do Mestre



PRIMEIRO DE ABRIL :D

Pensamento do dia, 1 de Abril de 2009

Pensamento de 4ª feira 1 de Abril de 2009

"Pelo facto de terem ouvido falar dos efeitos benéficos da meditação, certas pessoas decidem meditar. Ora, a meditação é um trabalho do pensamento e, se essas pessoas não começarem por pôr ordem na sua vida diária, será essa mesma vida que destruirá o seu trabalho. Elas bem poderão assumir a pose, fechar os olhos e fazer todos os exercícios de yoga que quiserem, mas, enquanto não impuserem a si mesmas uma certa disciplina interior, esses exercícios não lhes servirão para nada, até lhes serão nocivos.
O que faz um doente que decidiu recuperar a saúde? Ele não se limita a tomar medicamentos, segue uma dieta, adopta um novo modo de vida, porque os medicamentos, por si só, não passam de paliativos. E vós, se quereis que a prática da meditação vos seja realmente benéfica, também deveis introduzir alterações na vossa maneira de viver, isto é, melhorar não apenas o vosso comportamento, mas também os vossos pensamentos e os vossos sentimentos."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Um exemplo de como funciona

-Bernardo, você quer vir aqui fazer o aquecimento com a gente? - Perguntou Sophie, apontando pro coral.

Claro né, preciso soltar esse sistema respiratório e começar a cantar que nem gente (ou, no mínimo, liberar o potencial da minha voz). E lá vamos nós, adeus confortável cadeira.

Cheguei no lugar dos baixos/barítonos. E fiquei do lado do Guion.

Guillaume, conhecido mais comumente como Guion (já ví algumas pessoas aqui falando Guiouma. Eu quase rí) é o melhor cantor baixo daqui. Consegue com um pé nas costas chegar nuns tons ridículos de grave, como um D2 ou C2. E não me venha dizer que VOCÊ alcança esses tons, porque a figura manda VOLUME aí embaixo, não só faz barulho de navio saíndo do porto (quem canta vai entender o que eu to falando).

Beleza. Começa o aquecimento e, como tudo aqui, em francês, claro. Sophie dando as coordenadas, eu entendendo malemar o que ela queria dizer, mas acabava saíndo. E eram umas paradas complexas, que tem a ver com um arco que o ar tem que formar na garganta na hora da respiração e o movimento da barriga quando tomamos ar. Guion, que fala inglês bem pra cacete, estava traduzindo pra mim os termos complexos. Enquanto fazia o aquecimento, claro.

Além de ter um professor de música (especialmente canto) dando aula "in loco", no meio do naipe de baixos, nós dois fazendo aquecimento e ele ainda traduzindo o que a Sophie tava falando.

Ah sim, de quebra eu ainda traduzia internamente o que era me dito em inglês.

Resumo da ópera, o aquecimento foi feito com todas as suas características, e o resultado deles cantando ficou ótimo (eu não fiquei no meio simplesmente porque não sei as músicas ainda, simples).

E o coral, como é? Vou ver se consigo uma gravação pra terem uma noção.