segunda-feira, 13 de julho de 2009

13 de julho de 2009



Pensamento de 2ª feira 13 de Julho de 2009

"Só é necessário fazer tantas leis para reger as relações entre os humanos porque eles ainda não são habitados pelo amor. Quando eles souberem o que é o verdadeiro amor, quando eles viverem nesse amor, já não será necessário essas leis virem lembrar-lhes o que podem fazer ou não, eles fá-lo-ão, pois descobrirão espontaneamente como se harmonizar uns com os outros.
O amor é a única força que organiza as coisas, que as faz crescer e florir. Quando o amor entra numa família, numa comunidade, numa sociedade, já não é necessário dizer: «Fazei isto, pois, se não o fizerdes, ai de vós!». Todos executam a sua tarefa com prazer. Onde o amor entrou, a lei já não tem lugar."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

domingo, 12 de julho de 2009

Tolkien era o cara

Que ele sabia de ocultismo não é novidade pra ninguém. Aliás, ele sabia MUITO de ocultismo, diga-se de passagem.

Mas que ele conhecia a Fraternidade Branca Universal?



Galadriel, desejando boa viagem a Sociedade do Anel. Alguém que conhece o livro mais a fundo, pode me confirmar se lá está escrito que ela de fato ergue a mão direita?

O cumprimento de todos irmãos e irmãs, no antigo Egito significava "Paz", atualmente é o simples ato de mandar luz (mão direita = emissora). Salvo erro, foram os Fenícios que iniciaram isso como um cumprimento.

Pela data de nascimento de Tolkien (3 de janeiro de 1892) e do mestre Peter Deunov (11 de julho de 1864) é plenamente possível que ambos tenham se conhecido, ou que Tolkien tenha tido acesso ao material do ensinamento.

Ou outras fraternidades usam esse cumprimento. Alguém teria mais informações?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Negligenciar o comando é uma merda...

...ou pelo menos se achar no comando.

Tudo bem, isso seria plenamente normal em uma escola waldorf, onde o mais zé cu dos professores se acha o diretor geral da porra toda, onde manda e desmanda e tem altos poderes que capaz de nem em casa ter.

Mas aqui, cacete? Com uma iniciada sendo a cabeça do lugar, e o cara que dizem ser a reencarnação do Mozart como diretor geral? Tem neguinho que viaja, sério...

O cômico é que é reincidente! Ou seja, neguinho, além de viajar seriamente, não se toca!

Mas, como diria nosso amigo Jack, vamos por partes:

Primeira conferência da sister Natacha que eu tive a brilhante idéia de anotar no computador, já que eu digito numa velocidade razoável e o conteúdo é sempre interessante. Anotar conferência é uma coisa normal, acontece que o povo anota a mão, evidente. Eu devo ser o único aqui que escreve em hieroglifos.

Gilles (diretor geral) estava na sala de traduções, que fica logo atrás da grande sala, arrumando alguma coisa de uns cabos lá (ia ter tradução pro francês, já que a conferência ia ser em inglês). Cheguei lá, bati a porta e fui convidado a entrar. Dae estava lá a Jasmin, conhecida problemática daqui (mais pra frente vocês vão entender).

Perguntei (na humildade, evidente) pro Gilles se eu podia usar o computador pra digitar a conferência, porque não gostava de escrever a mão, e achava o conteúdo muito interessante, etc...

Sem esperar a resposta, Jasmin se adianta com o clássico "non, non, non, isso vai ser...", mas é interrompida categoricamente por Gilles:
-Claro, só senta no fundo por causa do barulho.
-Mas Gilles, vai ficar digitando...
-Deixa ele Jasmin!

Ponto para Bernardo, meu ego ficou massageado aquele dia. A conferência foi legal pacas, quem sabe um dia eu posto aqui.

Beleza, caso um e vitória incontestável minha. A merda começa agora.

Aujourd'hui ("Hoje", em francês) foi dia de conferência denovo. E lá fui eu pedir um feedback pro Gilles:

-E ae, como foi da última vez o computador, barulhento?
-Hm, não, tranquilo.
-Posso usar denovo?
-Pode sim, vai lá.

Pego o PC aqui em casa, volto lá, monto a parafernalha toda, rio com os olhares escandalizados com a música do windows começando (ligando o pc antes da conferência começar, lógico), e preparo o terreno.

Antes da conferência propriamente dita, Seth (um figura que tem um quarto aqui, dentre outras coisas, é dono do O'Ryan) deu uma surra de pau mole nesse tipo de pessoa ao qual o meu post se refere, com um texto (em francês, ele que é americano teve as manhas de escrever em francês!) bem escrito pra cacete, explicando sobre como funciona a fraternidade, as hierarquias dos grandes mestres e como seria no futuro.

Sentiram a porrada, não tenho a menor dúvida. E, no final, quando fui cumprimentar ele, comentei:

-Belo tapa na cara ein? Bem escrito pra cacete.
-Hehe, obrigado, achou bom mesmo?
-Muito, teve gente que sentiu fundo a pancada.
-Acontece...

Ah, malandro esse Seth...

Voltando. Depois do texto dele, no meio dos aplausos, eu precisava redigir uma conclusão, e botei na cabeça que faria isso antes que a sister Natacha começasse a conferência dela.

O que fiz?

Liguei o turbo, simples.

Aquela velocidade que me é peculiar tem só um problema: é barulhenta pra cacete. Mas levando-se em consideração que não havia rigorosamente nada o que se ouvir na hora, liguei o dane-se e comecei a martelação.

Aí aquela história né. Tiveram uns que viravam pra trás e riam, e outros (outras na verdade) viravam, escandalizados: "Menos barulho!" "Para de digitar!", para baixo. Só falei que não tinha nada pra ser ouvido, e concluí o meu texto martelando mesmo assim.

Começou a conferência esperada da manhã. Eu bem que tentei no começo (com o turbo desligado, digitando com a mão colada no teclado e levantando o menos possível, fazendo o mínimo de barulho), mas depois ficou foda. Principalmente porque a conferência era em francês, e tinha um tempo ainda pra ter a tradução pro inglês na salinha, e depois a minha tradução na cabeça pro português. Como nesse caso não haviam os intervalos que a conferência em inglês tinha (eles eram ocupados pela tradutora resumindo um pouco o que havia sido dito), perdia um pedaço sempre que parava pra digitar.

Infelizmente parei a conferência no meio, e peguei mais uma ou duas frases perdidas que julguei interessantes. Nada mais.

Aí vem a merda amigo!

Beleza, fim da conferência, cumprimentei o Seth (diálogo acima citado), e fui ajudar a lavar os pratos (uns 70 hoje, salvo erro).

No caminho, a supracitada Jasmin me intercepta para uma conversa rápida.

-Você não pode digitar as conferências, faz muito barulho.
-Olha, o Gilles e a sister Natacha falaram que não tem problema.
-Claro que tem! Por que você não escreve a mão, como todo mundo?
-Porque eu não gosto?
-Imagina se 10 pessoas fizessem o mesmo que você!
-Aí é que tá, uma só pode fazer, se tiver um telão... (eu ia começar a falar das vantagens de rede, conferência com legenda, um poder digitar e passar o texto pra todo mundo mas fui interrompido)
-Olha Bernardo, eu faço a tradução toda a manhã pra você a quase um mês...
-...pelo qual eu sou grato...
-...e é assim que você me responde? Com raiva?
-Ué, mas eu não to com raiva (insira uma cara de confuso aqui).
-Tá sim, você tá com raiva por dentro. (vira as costas e vai embora).

Sabem a clássica cara de WTF?, que a pessoa costuma ficar sem reação? Pois é, mais ou menos o que aconteceu comigo.

Aí voltou o raciocínio aos poucos, botei as palavras no lugar, e fui procurar o Gilles. Denovo, ele tava na salinha de traduções.

-Gilles, quero te pedir um favor...
-Um favor?
-É, que você faça um anúncio público falando que eu, ou mais alguém se for o caso, só preciso prestar contas a você e a sister Natacha, a mais ninguém.
-Ué, como assim?
(contei a história)
-Ah, a gente dá um jeito pra não te escutarem...
-Mas Gilles, você disse que não incomoda!
-É, mas se incomoda ela, o que a gente pode fazer?
-Você sabe que isso é perseguição desde quando eu te perguntei a primeira vez, e você cortou ela.
-Pode até ser, mas e aí? O que a gente faz? Não adianta brigar com esse tipo de gente.
-É recorrente Gilles, ela faz a mesma coisa com o Seth (eu conto isso outra hora).
-Normal, ela faz isso com os que são de fora. Mas relaxa, a gente dá um jeito pra você continuar digitando.

Gilles fazendo o meio de campo. Como diretor geral, fez o trabalho dele.

Mesmo assim tava encucado, voltei pros meus pratos e encontrei o François no setor de secagem (pra vocês verem a organização do negócio). Dae fui conversar com ele.

-François, você achou muito incômodo me ouvir digitando hoje?
-Ah, não, incômodo não, tava tranquilo.
-Porque teve uma pessoa que reclamou.
-Uma pessoa alta assim? (ele é mais ou menos da minha altura, apontou um pouco pra cima da cintura dele e acertou a altura exata da Jasmin)
-Hoho, é sim.
-Relaxa, não esquenta a cabeça.
-Isso é normal? (queria confirmar o que já haviam me dito)
-É sim, sempre reclama.
-Ufa.
-Eu tenho o meu jeito de anotar... (e me mostrou o iTouch dele, com o teclado QWERTY na tela, que facilitava pra cacete, além de ser silencioso).

Beleza, isso me deixou mais tranquilo, e eu já notei o cerne do problema.

Daí relaxei e segui o meu dia. De tarde fui cortar o cabelo com o Pierre, e perguntei a mesma coisa:

-Pierre, te incomodou eu digitando a conferência hoje.
-Na verdade não.

Resultado do dia? Bernardo 4 x 1 Jasmin. E não para por aí, porque eu aposto o meu pâncreas que ela vai fazer de tudo pra dificultar a minha vida por aqui...

Ah sim, querem saber a idade? Julgam comportamento de adolescente, uns 15-18 anos?

Pra cima de 50, negada.

Uma vez xarope, sempre xarope...

Antes de acabar, perguntar não ofende: pessoal do 12 formado em 2008... Reconheceram ALGUÉM na história?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Falando do passado...

...a gente acaba se arrependendo de algumas coisas.

Claro que dança-se conforme a música. E, no caso, cantou-se a música.

Se fosse hoje, eu não abriria a boca pra falar uma palavra de elogio a talvez um dos maiores vagabundos da história da humanidade, o sádico e desprovido de massa encefálica Ernesto Guevara.

Exagero de minha parte? Uma das minhas fontes:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260

Tem o link no artigo, mas faço questão de postar aqui separado. Esse vídeo é matador, mostra claramente a injustificável ignorância a respeito dessa figura:

http://www.youtube.com/watch?v=IZGTV6FbBXM&feature=related

Próxima vez que aparecer alguém com uma camisa com a foto da figura em questão estampada, vou perguntar o que acharia se eu usasse uma suástica, ou uma redução gráfica do Mussolini.

Sem mais, pensem a respeito.

ps. não sou a favor do nazismo, comunismo, socialismo, facismo ou qualquer sistema de governo desses aí. Sou a favor que a verdade seja mostrada as is (na verdade sou a favor da sinarquia, mas não vou comentar sobre ela agora, e você provavelmente não vai achar nada confiável na internet).

domingo, 26 de abril de 2009

Dois videozinhos



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Domingo de páscoa é dia do que?

APRESENTAÇÃO, CLARO!



sábado, 11 de abril de 2009

Living in Canada

Aí, bateu a vontade, a cá estou escrevendo o post que todo mundo aguardava, que eu respondo todo santo dia no MSN e no SKYPE pra quem pergunta.

Como é a vida aqui, afinal? (E, sério, depois que eu chorei de rir com um amigo perguntando "Mas porra, tu tá naquelas paradas Amish da vida?", fiquei com mais vontade de escrever).

Como diria nosso amigo Jack, vamos por partes, e a melhor parte pra começar é, invariavelmente, o começo.

Acordemos para o café da manhã. No inverno ele começa as 8, fora dele a hora em que nós saímos do ato de ver o sol nascer (o jeito mais fácil, barato, prático e rápido de ficar com energia o resto do dia, acreditem). O que nos levaria mais ou menos a umas 8:15 amanhã.

Café da manhã no templo é um evento de proporções que não podem ser desprezadas. Começa com um ou dois minutos de meditação, e depois algumas poucas palavras sobre determinado assunto (os cosmos são bastantes frequentes nessa hora), ditas pela sister Natacha, que também fala as páginas das orações do dia (tem um livrinho embaixo de cada mesa no salão).

Depois, música! Maestro Gilles fala o nome da música, dá o tom com ajuda do diapasão e dá-lhe coral. Três ou duas músicas todo mundo junto, hora do coral das irmãs, regido pela Sophie, seguido pelo coral dos irmãos, regido pelo Alain. Ambos cantam uma música.

Depois, a leitura do pensamento do dia, em todas as línguas que os presentes no salão do templo possam falar. O que nos leva, em dias "normais", a francês, inglês, alemão, russo (!), espanhol, português (no caso, eu costumo falar, quando não é a Bia) e grego. Depois, as duas orações da refeição, e dá-lhe café!

(Aqui tem uma pasta de amendoin bruta DEMAAAAIS, e na mesa onde eu costumo sentar é a única em que comem, e todo mundo come. Diz o Richard que é porque "os outros ainda não descobriram")

Beleza, fim do café, hora do pós. Costumeiramente, vemos vídeos de conferências do Mestre. Quando não, ouvimos alguma música (já ví a abertura da Flauta Mágica, o Ave Verum, dentre outras coisas interessantes). No final, oração e levantamos da mesa.

No andar debaixo, todos se reúnem numa roda e dão os recados (do tipo "quatro candidatos pra lavarem os pratos", "precisamos de dinheiro pra pagar a internet, alguma contribuição?", "hoje tem a colheita das cerejas, precisamos de três pessoas"). Depois, cada um sai pros seus afazeres.

Passados os afazeres, 12:30 é hora do almoço. O contrário do café, onde é quase uma cerimônia, o almoço é bem "cada um por si", pra evitar de todo mundo que tá trabalhando (alguns bem longe) voltarem ao templo para a refeição. É preferível comer onde e como dá. O que nos leva a comer de pé na cozinha (pra desespero de uns e outros lá em casa).

Afazeres da tarde, a noite hora da janta. Solene como o café da manhã, mas sem tantas cerimônias. Reza-se, come-se e reza-se denovo. Fim de papo.

Daí já é o fim do dia, a não ser que exista algo de interessante a se fazer ainda como, por exemplo, a gravação do CD com todas as músicas do mestre (inédito), no salão do templo ainda.

E que "afazeres" seriam esses, dos quais eu tanto me refiro no texto?

Bom, eu tenho as minhas aulas: segunda, canto (teoria) e francês. Terça, inglês, francês e mitologia. Quarta é o meu dia livre :D. Quinta, inglês e canto (teoria). Sexta, teoria musical e canto (músicas). Por último, sábado temos Paneuritmia (que não tem a ver com a Euritmia dita por Steiner). Isso afora os trabalhos, que no meu caso incluem fazer o café, separar maçãs para o suco, fazer o suco propiamente dito, arrumar a sala pra gravação do coral e tirar/colocar a mesa pro jantar.

Resumidamente é isso. Perguntas? Poste um comentário!