terça-feira, 31 de março de 2009

A vida as vezes é curiosa

E tem gente que ainda acredita em coincidência.

O professor que me ajudou a sair do ostracismo no violão foi provavelmente o mais imbecil de todos. Ao contrário do quadro da Aitiara do ano passado, ele não era incompetente, era mau caráter mesmo.


Como diria Mário Jorge, "mau caráter do olho junto"

Por que? Simples. Graças a prodigiosa memória que me foi dada, lembro-me muito bem daqueles que me ajudam quando preciso, e como eu preciso. Um exemplo é que várias pessoas que eu não sou tão chegado, porque nossas idéias divergem violentamente ou o que for, eu guardo comigo a recordação de talvez uma única vez eu ter precisado de ajuda, e essa pessoa correspondido.

Mas, meus caros, dessa vez aconteceu o contrário. Explicando: esse professor, o Fábio Saliba (não confundir com o advogado nem com o empresário de sucesso, esse é só mais um músico frustrado de Botucatu), me deu aula o ano inteiro pra me preparar pra prova do conservatório. Eis que chega a semana anterior, o conservatório divulga as músicas da prova, e eu me encaminho para ter aula com ele, na casa dele.

Só que o filho de uma rapariga se recusou a dar aula pra mim, disse que eu não pagava aula (!) pra ficar comprando violão (de fato eu estava com um violão novo), livro, afinador, o caralho a quatro motherfucker. Resumo da ópera: o sujeito me expulsou de casa, e eu fiquei que nem um babaca esperando meus pais irem me buscar, no meio do fim da porra nenhuma (casa do infeliz).

Pra resumir daqui pra frente: não falei nada pra ninguém, e resolví passar um pente fino pra ver qual foi o problema com o boleto do Artistas (escola de música). Nesse meio tempo tomei bomba no conservatório (o curioso é que eu fiz a prova com o professor desse professor em questão, que coisa, não?).

Averiguado: Todos os boletos estavam pagos em dia, o dinheiro estava na conta do Artistas, mas a mulher do caixa que recebe os pagamentos NÃO havia dado baixa no sistema, e o corno ficava xeretando os lançamentos pra ver qual aluno tinha pago, coisa que ele NÃO podia fazer.

Depois pra tentar se redimir, ofereceu a aula que eu não tive. Mandei ele a merda.
[modo desbocado off]

E o que tem essa história enfadonha a ver com o Canadá e com o título do post?

Bom, chegando aqui me deparo com uma figura MUITO parecida com o tal Fábio. A diferença é que esse tem cabelo comprido (o outro tinha cortado), não tem voz de viado e cumprimenta que nem gente (aperto de mão firme, não precisa ser forte, só firme, o Fábio dava a mão que nem uma moça, e dizia mamãe que aperto de mão sem firmeza mostra falta de caráter). Nisso nem tinha conversado com a figura direito.

Depois de ver de relance as unhas do cara, descubro que ele também é violonista. WTF?

Bom, mas o fato é que o Jean-Pierre (nome dele) não tem NADA a ver com o Fábio. Gente fina, fica me dando dicas de como tocar (lado direito da unha, difícil pra cacete), falando de uns compositores e umas peças, ele conta do conservatório dele aqui no Canadá (apesar de ser de Quebec, fala bem o inglês), e coisas afins. É bom papo, resumidamente (Y)

Pra vocês verem: me deparo com uma figura igual a um FDP que eu conhecia no Brasil, inclusive a profissão, mas que além disso não tem nada a ver um com o outro. E tem gente que acha que é coincidência.

Bom, é isso. 5 pra meia noite por aqui, 5 pras 3 no Brasil e 5 pras 8 da manhã na Europa, hora de dormir. Amanhã, pra variar, acordar 7:30 da matina.

Ah sim, começaram as aulas! Amanhã darei detalhes, inclusive de uma aula de canto que eu DUVIDO que alguém de qualquer escola waldorf tenha tido. Aguardem!

Abraços, que a força esteja com vocês.

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